E depois do começo o que vier vai começar a ser o fim

Tuesday, August 29, 2017

Como éramos burros em juventude?
Trabalhava tanto
que tempo para mim não havia
Questionava tanto
por coisa que um sorriso responderia
Apressava tanto
para haver tempo ao descanso
Como querer adiantar os pintos pra voltar ao galinheiro
Só depois de velho ao ver o entardecer da vida
Que lembrei que o por do sol
sozinho e manso isso faria.

Processo criativo

Um processo criativo propicia o cativar?
Pois, o que será essa oportunidade da criação
do que é a própria existência
ao ativar memórias, resistências e resiliências
cessar os pregos, cadeias, manicômios e correntes
procriando prescedentes
preparando novos mundos
na ação do agir da imaginação.

Recomeço do veio de uma veia

Esta postagem demarca a retomada de minha produção artística na poesia e contos. No agosto do ano de 2017 em meio às contra molas que resistem na residência em saúde mental coletiva.

Wednesday, August 24, 2016

Notas iniciáticas sobre os personagens

Jorge, comunista boêmio em crise com as contradições das disputas políticas em Benvirá
A Helena, embriagada facilmente embriagável, que dá pra todo mundo e é libertária nas relações afetivas mas sempre confronta-se com mesmices nas pessoas                      
Victor, o ator que tá em crise com o teatro e pensando em trabalhar em pornôs                      
Fred vai ser um jornalista amador que anda pela cidade caçando fatos mas está enlouquecendo pois só se depara com violência
Francisco era um jardineiro inexperiente, veio da periferia de outra cidade para trabalhar em condomínios de classe média baixa em Benvirá.
Maicon era um maconheiro inveterado, blogueiro de cultura canábica, mora só e planta maconha em casa.
Igor era gay, tinha uma casa com jardim, quintal e dois cachorros, sua vida era baseada em sexo e trabalho, ele trabalhava como arquiteto na prefeitura da cidade.
Madalena era uma enfermeira dedicada à comunidade que trabalha, mora numa vila agrícola próximo a Benvirá e trabalha na Unidade de Saúde da Família.
Dolores era sua filha, andava solta pela vizinhança e vivia intensamente sua infância escrevendo em seu diário.
Jorge era um cara sissudo, de olhar penetrante, tantas pessoas já comentaram sobre a interrogação nos seus olhos. Ele tinha uma escrita verborrágica que infelizmente se perdeu no tempo. Pertencia ao agrupamento político chamado Partido Comunista do Menino Jesus de Pravda (PCMJD) e participava da Igreja Ortodoxa do Marxismo Leninismo, já foi detido inúmeras vezes pela polícia em meio a madrugada quando realizava muralismos nas paredes da cidade de Benvirá.

Sunday, September 14, 2014

Sobre a distância

A distância nos faz carregar o peso da imaginada proximidade,
um peso que corresponde à inexata compreensão do estar junto.

Sunday, August 18, 2013

Em busca do reencontro com o que já passou
E na busca do inesperado do que virá

Procuramos o que esqueci,
Lembremos, esquecemos o que é paralelamente não tão importante,
Importância é um peso considerável a se tratar

Considerando os entretantos das relações sociais
Atrofiamos tentativas, ousadias e poesias
Entortamos caminhos de vida e de catarses

A arte, talvez, esteja por aí
À desentortar e enlouquecer

Dando vida às idéias vagas dos desencontros
de nossas vidas, nossas tantas vidas, dentro de nós mesmos
Que se faz poesia

Num jeito retorcido de escrever
como se por pressa de sede
se coloca os carros na frente dos bois
pra sentir o gosto de errar e ver as consequências

Presentindo uma alegria e fervor
como do sabiá ao gargarejar
o nascer do sol de mais um dia.
A poesia me amanhece
Para um novo homem e uma nova mulher
Cada nascer do sol é como se fosse um cogumelo verde
Um pedaço de cogumelo enroscado nos dentes
Um pedaço de vida gravado na língua

Um mergulho por glândulas, mucosas e fluídos
Fazendo da água o combustível
Eletrizando a pele até o dedo midinho
Descobrindo os desencontros dentro do estômago
Que gritam por fome! Mas não por qualquer fome, digo, por Fome!
Dolores era uma menina criativa. Brincava de maneira solitária na sombra de um cajueiro de contar os passarinhos ao seu redor. As borboletas valiam uma dezena. Afinal, na outra tarde já seriam outras borboletas. Da maneira que riscava o chão, também riscava sua memória. Gravava o aroma do azedo do podre de um caju caído e enroscado numa rama lá do alto. Que triste era aquela situação. Como um fruto que podia ser dela ou de algum miquinho estava ali azedo. Servia às moscas. Ah, essas valiam centenas.

Sobre o silêncio II

O silêncio é ensurdecedor
evoca os ecos dos cascos
de nossa ignorância à nossa existência

O frio esconde as idéias e o impeto, para a busca de um pouco de calor
O calor espalha as idéias de tomar banho

E o cheiro é ensurdecedor
evoca o calafrio do banheiro sujo até a sutileza de uma flor


Saturday, August 17, 2013

Sobre o silêncio

O silêncio é um convite

Thursday, March 01, 2012

Que tal voltar a espiralar por aqui? Mesmo em um momento caótico e decisivo dessas minhas trajetórias, vou me atrever a rabiscar algumas idéias. xêro

Saturday, January 22, 2011

a verdade nos deixa instável.
Notas para um delicioso sanduiche laricoso que foi feito lombrisbicamente pensando este post e esta psicodelicamente tentado a ser ingerido por mim.

Pegue um tanto da estiga que veio, para a que virá.
Coloque a sua frente o que voce percebe que seja comestivel.
Misture e tenha a impressão de que ao passo que voce prepara o lanche e o come, ele tambem te lancha.
Engula, e faça outro.
E as fotos que não tiramos, Ainda.